quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Outono 2008



“Tive um sonho no meu caminho, hoje!
Sonhei que vivia num palácio enorme, mas depois acordei muito mais feliz.
Logo que me levantei, pensei: - …de que mais precisa um escoteiro senão de um pedaço de pão – e uma vara com o nome de caça, e uma linha com um anzol para pescar? E enquanto pescando, enquanto esperando, de que mais precisa um escoteiro senão das suas mãos, uma para a vara e a outra para te saudar calorosamente.

Que é a vida?
Para ele, basta um breve momento para se poder perder no infinito, e umas brasas de fogueira para puxar a tristeza, e um pouco de pensamento para pensar até se perder no infinito…da luz da noite.
De que mais precisa um escoteiro senão de um pedaço de terra – um pedaço bem verde de terra – e uma tenda pequena, uma forte e modesta sombra, perto de um jardim – que um jardim é importante, carregado de flores para cheirar.
E enquanto, reflectindo, enquanto esperando, de que mais precisa um escoteiro senão das suas mãos para deitar lenha na fogueira, avivando-lhe a chama e arranhar uns acordes na viola marcada pelos acampamentos, quando a noite se faz de luar… uma caneca de chá para puxar o mistério, que noite sem mistério não tem valor de se sonhar.
De que mais precisa um escoteiro senão de um amigo para ele gostar, um amigo bem tímido, bem simples desses que nem precisam falar – basta olhar nos olhos – um desses que desmereça um pouco da amizade, de um amigo para a paz e para a briga, um amigo de paz e de ideal!
E enquanto suspirando, enquanto esperando, de que mais precisa um escoteiro senão das suas mãos para apertar as mãos de um amigo depois das ausências, e para bater nas costas dele discutindo o assunto e partilhar o chá. De que mais precisa um escoteiro senão de outro escoteiro, para com ele sonhar com a vara de duas pontas e um escalpe rubro e uma certa expressão singular. E enquanto pensando, enquanto sonhando, de que mais precisa um escoteiro senão de dar carinho à vara quando a tristeza o derruba, ou o destino carrega o seu trilho sem rumo.
Enquanto pescando, enquanto esperando, enquanto suspirando, enquanto sonhando, enquanto reflectindo…só por enquanto? Só por agora? Só por toda a vida? Só, por si só!
Sim, de que mais precisa um Caminheiro senão das suas mãos e da sua tronca – as únicas coisas livres que lhe restam para lutar pelo sonho, pelo amigo, pelo Fogo de Conselho, pelo seu trilho, agora que acabou de crescer
Sim, de que mais precisa um Chefe senão dos seus olhos e do seu Caderno de Caça e de memórias – as únicas certezas que lhe restam para continuar a lutar pelos sonhos, pelos amigos, pelos Fogos de Conselho, pelas caminhadas que percorreu no seu trilho gasto pelo tempo, agora que vai continuar crescer e a aprender outras Provas – as da Vida!

Se esta página te faz pensar, então imagina um livro!”
JMR

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

95 anos da AEP - Escoteiros de Portugal

No próximo dia 6 Setembro a Associação dos Escoteiros de Portugal - AEP comemora a bonita idade de 95 anos...

PARABÉNS !

Os Grupos 1-Rato/Lisboa; 2-Ajuda/Lisboa; 3-Liceu Pedro Nunes/Lisboa; 4-Porto; 5-Alenquer; 6-Olhão; 7-Marquês de Pombal/Lisboa; 8-Anjos/Lisboa e o 9-Olival de Basto - são os Grupos Fundadores da AEP e embora nem todos ainda existam e alguns deles tenham interrompido a sua actividade durante uns anos - alguns já estejam a um pequeno passo de serem "os progenitores" do Centenário do Escotismo em Portugal!

É com muito orgulho que todos nós - Escoteiros de Portugal - comemoramos estas 95 velas desta "velhinha e grande senhora senhora" chamada AEP.

Lembremos por isso todos os Escoteiros, mas todos mesmo...do passado e do futuro, que pouco ou muito tenham ajudado a AEP a crescer - estamos todos de PARABÉNS por este bonito Aniversário!
Podes ver tudo em: www.escoteiros.pt

Uma data sempre tão especial, por muito singela que seja - pois partilhamos com na AEP tantas emoções que vivemos e que entendo que fazemos TODOS parte delas!

Viva a AEP !!!

JMR